Entrevista: Jay Weinberg para a Music Radar

April 18, 2016 in Banda, Entrevista, Jay Weinberg

© Future/Joby Sessions

© Future/Joby Sessions

O Slipknot é, para muitos, uma combinação confusa entre música agressiva e teatro de horrores. Mas um garoto de 10 anos que assistia a tudo aquilo com o pai, viu o futuro. Não apenas o futuro do metal, mas o seu.

Algumas semanas antes, o Slipknot havia invadido as casas americanas através de programas populares, como o” The Late Show com Conan O’Brien”. Max Weinberg, baterista da banda de Bruce Springsteen e líder da banda do The Late Show, “Max Weinberg 7”, voltou para casa naquela noite para contar tudo o que tinha presenciado para sua família, incluindo seu filho de 10 anos, Jay.

“Meu pai chegou em casa e disse, “Tem uma banda que você não vai acreditar, você precisa ver. Eles vão sair em turnê em breve e a gente precisa ir!”, eles nos convidaram e nossa família inteira foi para o Ozzfest (2001) e eu fiquei impressionado. Era algo que eu nunca havia visto antes e imediatamente me tornei um fã”.

Ver o Slipknot no Ozzfest acendeu uma paixão pela banda em Jay, que ia à todos os shows que a banda fazia próximo a sua casa, em New Jersey. E graças a seu pai, Jay se tornou próximo a banda.

“Eles faziam muitas turnês durante o ano, então cada vez que eles me viam eu estava um pouco mais alto, um pouco mais velho, ou usando uma camisa de uma banda mais legal e eles me viram aprender sobre aquilo que nos conecta, que é a música que tanto amamos.”

O jovem Jay cresceu enquanto a banda alcançava o sucesso e aprendeu a tocar bateria na sombra de seu herói, Joey Jordison. Criado sob o legado musical de seu pai com Springsteen, mas com um amor por gêneros mais agressivos, Jay criou um nome para si na banda “Against Me”, antes de ser chamado pessoalmente para fazer um teste no Slipknot, após a saída de Joey.

“Quando eu recebi a ligação, estava terminando as provas do meu último semestre na faculdade e eu recebi uma mensagem do empresario do Slipknot, que por coincidência também trabalhava com o Against Me!. Ele disse ‘Você consegue chegar em Los Angeles em três dias? Não posso te falar o motivo, mas você consegue?’ Eu fui e não sabia onde estava me metendo. Cheguei lá, encontrei os caras no estúdio e tudo começou ali.”

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Entrevista: Corey Taylor para a Rocks Verige (Suécia)

February 4, 2016 in Banda, Corey Taylor, Slipknot 2016

Quando você compõe as músicas, eu estive pensando nisso, você sabe que é para o Slipknot ou para o Stone Sour?

Sim, com certeza. Às vezes eu estou compondo uma coisa e muita gente acha que é para uma das bandas e na verdade é para a outra. Pra mim é sempre muito claro para o que estou escrevendo e tem coisas que eu faço que não combina com nenhuma das bandas. Mas depois de tanto tempo conhecendo todo mundo na banda e sabendo como eles podem contribuir ou melhorar algo, você acaba tendo um senso musical e estrutural de como pode melhorar com cada banda. Então para mim ainda é uma aventura compor, porque você sabe que o que faz vai ficar diferente no final, mas a duas bandas são muito versáteis e você nunca sabe o que esperar sobre isso, mas eu sempre tenho uma boa noção de onde colocar cada coisa.

E você está guardando essas músicas que não se encaixam em nenhuma das bandas?

Eu não sei, as pessoas me perguntam sobre trabalhos solo e isso é um bom problema pra se ter, mas ao mesmo tempo eu estou em duas bandas fantásticas então porque eu iria querer mais? A não ser que eu queira ser super ganancioso, porque eu tentaria me dividir e faze outra coisa? Eu sou muito satisfeito com a música que posso fazer com ambas as bandas, então pode rolar um álbum solo? Sim, mas apenas daqui alguns anos.

 

E você também não tem muito tempo, mas você faz muitas participações especiais com muitos artistas diferentes.

Sim, então eu consigo fazer isso de qualquer forma, tenho duas participações para fazer, que não vou citar nomes, mas é ainda mais diferente do que eu já fiz antes e musicalmente e artisticamente é isso que me atrai, fazer coisas que normalmente você não ouviria com nenhuma das duas bandas, como Apocalyptica ou Tech Nine, são coisas tão diferentes e que ainda assim me atraem. É isso que eu procuro, porque eu recuso muita coisa e só faço aquilo que me interessa muito.

Tem mais alguém na sua lista de pessoas que você gostaria de trabalhar?

Ah sim, tem muita gente. Desde Trent Reznor (Nine Inch Nails), eu adoraria trabalhar com ele, até Eminem, eu estava pensando isso outro dia e adoraria fazer algo com ele e trocar umas ideias porque eu adoro o jeito que ele compõe, que ele flui, sua atitude e a emoção que ele tem. Isso me atrai muito e gostaria de trabalhar com ele, pode acontecer? Provavelmente não, mas é um sonho, eu nunca pensei que trabalharia com Dave (Grohl – Foo Fighters) então nunca se sabe.

Acho que os Europeus estão sonhando com algo também, vocês acabaram de tocar no México com o Knotfest que é um enorme sucesso, vocês pensam em trazer o festival para a Europa?

Sim, é algo que já pensamos, mas não é tão simples fazer isso acontecer, principalmente para nós, com essa banda nós prezamos muito o respeito que temos com todos os festivais que tem aqui e nos deram a chance construir uma carreira trabalhando com eles, então a última coisa que a gente quer é vir aqui e pisar em alguém. Então se a gente achar uma forma de fazer isso dar certo, com certeza faremos, mas ao mesmo tempo você não quer ser o cara que chega e estraga a festa porque acaba sendo menos sobre os fãs e mais sobre você e o Knotfest não é sobre isso, é sobre trazer uma experiência para os fãs. Então nós adoraríamos fazer isso, mas tem que ser de uma forma que respeite todas as pessoas que já trabalharam com a gente.

E quando nós o veremos de novo por aqui? O que vocês têm planejado?

É uma boa pergunta, eu não faço ideia pra falar a verdade, vamos ficar por aqui por um mês e depois tirar uns meses de férias e tocar pelos Estados Unidos, nós podemos voltar pra cá, não tenho muita certeza quando, mas vamos passar o resto do ano planejando o Knotfest nos lugares em que conseguimos nos firmar, Estados Unidos, Japão, México provavelmente de novo e tentar fazer algo com o Knotfest em outros lugares, outros países foram mencionados e de novo, estamos tentando fazer isso com muito respeito então se isso acontecer a gente pode contar pra todos.

Informações sobre o show do Slipknot na Suécia: http://goo.gl/6NyE5R

Corey Taylor: “Você não pode basear sua carreira em prêmios”

February 3, 2016 in Banda, Corey Taylor, Slipknot 2016, Slipknot Live

Em entrevista à Spark TV na República Checa, Corey Taylor falou um pouco sobre sua máscara e a indicação da banda ao Grammy desse ano.
Confira os destaques:

Eu li em alguns artigos que com as máscaras vocês mudam e viram animais, é assim mesmo?

Não muito, não pra mim pelo menos. Eu não posso falar por todos na banda, mas para mim a máscara sempre representou aquela pessoa internamente, que tem não tem um rosto, mas tem uma voz, então a música é a voz e a máscara é o rosto porque todos nós somos pessoas diferentes por dentro e esse é o cara que eu preciso deixar que enlouqueça para que possa me sentir um ser humano de novo.

Mas com a máscara, você sente algumas mudanças?

Ah, com certeza. Ela deixa você se libertar, eu não acho que é porque você está se escondendo atrás dela, acho que é porque você deixa tudo sair, você deixa aquela pessoa sair e sentir, e no minuto que você coloca a máscara, que inclusive dói, é pesada e não te deixa respirar, no momento que você sobe no palco você esquece que está usando, é bem louco.

E você tem uma segunda máscara.

Sim, tem outro pedaço que vai por cima.

E qual a diferença entre esses personagens?

Essa parte representa o fato de que há máscaras atrás das máscaras, sabe? Que há rostos atrás dos rostos, então ela mostra as dimensões de tentar ser uma boa pessoa, um humano que faz a coisa certa na vida e as vezes precisa mostrar essas camadas para ter um bom equilíbrio.

Em algumas matérias você disse que o último álbum talvez não seja o melhor ou o mais pesado, mas precisamos dizer que vocês foram nominados ao Grammy.

Sim, outro Grammy. Todo mundo me enche o saco porque eu sou meio indiferente quanto à isso, pra mim é isso que importa [os shows], é só isso que importa para mim. É legal ganhar um? Claro, mas eu não vou me irritar se perder, eu não vou ficar feliz se a gente ganhar e também não vou ficar triste se perdermos. Eu baseio meu sucesso no fato de que há quase 11 mil pessoas lá fora esperando a gente tocar. Para mim, isso é sucesso, um Grammy é só outra estátua para ganhar poeira na minha prateleira.

Então você não gosta de nenhum outro prêmio?

Prêmios são legais, mas você não pode basear sua felicidade ou sua carreira no fato de ter ou não prêmios, eu não ligo e não posso ligar e as pessoas que se importam são normalmente as egocêntricas, sabe? Se decidam, vocês fazem isso por prêmios ou por você e pelos fãs?

E essa é a filosofia do Slipknot?

Com certeza. Nós sempre fomos o tipo de banda que se a gente não tiver feliz com algo, ninguém ouve. Tem que ser algo bom pra nós e aí sim nós lançamos para os fãs, sabe? E sempre foi assim, para mim é melhor ter um disco de ouro do que um Grammy, porque isso significa que as pessoas estão ouvindo sua música e gostando da sua música.

Slipknot ao vivo em Praga (República Checa) – 27/01

Setlist/Vídeos:

– Be Prepared For Hell
1. The Negative One 1 | 2 | 3 |
2. Disasterpiece
3. Eyeless
4. Skeptic 1 | 2 | 3 |
5. I am Hated
6. Killpop 1 | 2 | 3 |
7. Dead Memories 1 |
8. Everything Ends 1 |
9. Psychosocial 1 |
10. Wait and Bleed 1 |
11. Duality 1 | 2 | 3 | 4 | 5
12. The Devil in I 1 | 2 | 3
13. Metabolic 1 |
14. (SIC) 1

Encore:
15. Surfacing 1 | 2 | 3 | 4
16. Left Behind 1
17. Spit it Out 1 | 2 |

Corey Taylor: “O novo álbum é mau-humorado, artístico e pesado pra caramba”

September 8, 2014 in .5: The Gray Chapter, Banda, Corey Taylor, Novo Álbum 2014, Paul Gray

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Sid Black da rádio 94.3 KILO em Colorado Springs, no Colorado, realizou uma entrevista com o frontman do Slipknot, Corey Taylor. Alguns trechos da entrevista seguem abaixo:

Sobre os planos de turnê do Slipknot em apoio ao quinto álbum de estúdio da banda, .5: The Gray Chapter, que chegará em 21 de outubro via Roadrunner:

Taylor: “Temos enormes, enormes planos para o próximo ano e vamos definitivamente percorrer o mundo. Faremos turnê nos Estados Unidos pelo menos três vezes – pelo menos três vezes. Nós vamos realmente tentar e tocar em todas as cidades que já tocamos antes, todas as cidades que nunca tocamos, e realmente tentar e cobrir o planeta.”

Sobre .5: The Gray Chapter:

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Entrevista: Corey Taylor para a Billboard

December 22, 2012 in Banda, Corey Taylor, Stone Sour

Foto: Adam Bettcher, Getty Images

Sim, nós nem viramos o calendário para 2013 ainda, mas Corey Taylor está pensando tão à frente que diz que 2014 poderá ser um ano ainda maior para o Stone Sour,que está imediatamente no horizonte.

O vocalista conta à Billbord que tem grandes planos para quando as duas partes de seu ‘House of Gold & Bones’ forem lançadas. O cantor diz, “Não no ano que vem, mas em 2014, estamos planejando e traçando uma turnê mundial muito especial, onde faremos duas noites em um só lugar. Vamos tocar o Part. 1 de cima pra baixo e, na próxima noite, Part. 2 de cima pra baixo, envolvendo um palco muito elaborado que nós estamos preparando agora. E, uma vez que apenas fazer isso, nós vamos filmar tudo e tentar reunir em um DVD bem abrangente.”

Além da turnê, Taylor diz que ainda tem em mente fazer um filme de duas partes baseado nos conceitos dos álbuns. Ele acrescenta, “Eu sei as pessoas que quero colocar no elenco. Espero que consiga fazer acontecer. Não há limite para o que podemos fazer com isso, então eu estou muito empolgado.”

Taylor também revela que o Stone Sour vai começar a promover ‘House of Gold & Bones, Pt. 2’ muito em breve, e seu próximo single será a faixa ‘Do Me a Favor’ do mesmo álbum. Ele afirma que depois que ‘Do Me a Favor’ chegar, a banda pode alternar o lançamentos de singles entre os dois álbuns.

Como se isso não fosse o suficiente, o Stone Sour está dentro do cronograma para lançar seu romance em quatro partes que virá logo após a data de lançamento de ‘House of Gold & Bones, Pt. 2’.

Além disso, a banda irá passar boa parte de 2013 na estrada, e já têm datas na América do Norte juntamente com o Papa Roach logo no começo do ano.

Taylor também separou um tempo para dirigir sua outra banda, o Slipknot, que está escalado para tocar em quatro shows ano que vem, incluindo a Ozzfest Japan e o Download Festival. A respeito do novo álbum do Slipknot, Taylor diz, “Nós estamos jogando demos uns para os outros. Uma vez que todos nós estejamos felizes com a visão do que o álbum pode ser, será quando nós vamos nos reunir. Eu acho que a pior coisa que podemos fazer como uma banda, e nós somos diferentes de outras bandas, a pior coisa seria ir em frente e fazer algo que seja forçado, porque os fãs irão perceber isso claramente, e nós nunca faremos isso. Então, pra mim, faz mais sentido meio que deixar o álbum vir até nós.”

Fonte: Loudwire