#Rock in Rio: um ano de Slipknot

Foto: Mauricio Santana

25 de setembro de 2011. Exatamente há um ano acontecia o Rock in Rio 2011 que trouxe de volta, depois de exatos 6 anos, o Slipknot ao Brasil (além de Stone Sour pela primeira vez no dia anterior) no palco principal do festival, dividindo espaço com grandes nomes do rock, como Motorhead e Metallica.

Apesar da responsabilidade de tocar ao lado dessas bandas,  o Slipknot foi pra muitos o melhor show da noite. Do festival. Então pedimos aos fãs que mandassem suas histórias, suas lembranças e fotos desse dia, para compartilhar essa saudade e torcer para que eles voltem na edição do ano que vem.

Natália (Slipknotbr.com)

Foram praticamente… bom, muitos meses desde a compra do ingresso até o dia do show. Eu já tinha visto Slipknot em 2005 e a ansiedade dessa vez foi um pouco maior (acho que pelo fato de ter Stone Sour também) e também porque passaria esse fim de semana com amigos que moram muito longe.

O fim de semana que fiquei lá foi maravilhoso. Além de realizar o sonho de ver minhas duas bandas favoritas em dias seguidos, também realizei parte de outro sonho: conseguir dar um abraço no Corey e no James e ver que além de ótimos músicos, são pessoas incríveis. O show de 2005 foi um pouquinho mais especial porque tive a chance de ver alguém que não pode estar no palco do Rock in Rio, mas mesmo assim vai ser inesquecível, principalmente quando ouvi a sirene de “Pulse of The Maggots”, que é algo que me arrepia até hoje.

Macacões vermelhos, setlist impecável, a pirotecnia, o palco.. tudo perfeito. Paul teria ficado orgulhoso.

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Marianny Nalini

Assim que o Slipknot foi confirmado na edição brasileira do Rock in Rio, eu enlouqueci. No mesmo momento comprei ingresso, passagens e hospedagem sem sequer conhecer o Rio de Janeiro. Foi meu segundo show da banda, sendo que no primeiro eu tinha apenas 14 anos.

Fiquei razoavelmente longe do palco e não sou muito alta mas pude ver que os fãs da banda são realmente como uma família e me permitiram segurar numa grade onde eu pude ver tudo.

Eu gritava enlouquecidamente todas as músicas da banda, já não tinha mais voz quando de repente olho para o lado e me deparo com o Chris. Foi surreal! Eu estava muito perto do meu ídolo. Então todo mundo veio pra cima de mim pra tentar tocar nele e eu fui esmagada. Mesmo assim consegui tirar essa foto e tocar nele. Aquilo já tinha valido o dia.

Logo depois vejo o Sid de cima da estrutura olhando para mim, e rapidamente fiz essa foto antes de ser esmagada contra a grade novamente e antes que ele desse aquele mosh sensacional que entrou pra história do evento.

Quase fui às lágrimas na intro de “Disasterpiece”, minha música favorita. E ver o Joey na plataforma móvel em “Surfacing” foi como um sonho realizado DENTRO DE um sonho realizado. Difícil de explicar com palavras o que senti naquele dia.

Então veio a intro de “Spit it Out”, eu já sabia o que me esperava.
Corey deu as instruções, mas ninguém do meu lado estava fazendo nada. Gritei com o pouco de voz que me restava e todo mundo obedeceu. FOI INSANO. No JUMPDAFUCKUP eu fui praticamente erguida. Jamais vou me esquecer deste momento!

No fim, não segurei as lágrimas ao ver o abraço do Joey com o Corey, ao som de Til we Die enquanto um coro gritava homenagens a Paul Gray. Definitivamente, aquele show foi a melhor homenagem que ele poderia receber e com certeza ele ficou orgulhoso.

Um show que ficou marcado na história do Rock in Rio e na minha, pra sempre.  

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 Rodrigo Macedo

Estava eu em dezembro de 2010 no meio do oceano atlântico trabalhando em um navio de cruzeiro quando uma noticia quase me derruba da cama “slipknot confirmado para tocar no rock in rio 2011”, foi o empurrão que eu precisava pra mandar todo mundo se fuder e voltar para comprar os ingressos.

Setembro de 2011 chega, ingressos na mão, passagens compradas, atestado medico na mão e 1 semana de rio de janeiro!

Saindo de Santos  e chegando ao Rio de Janeiro, sozinho!                        

Primeiro dia fui conferir a primeira apresentação do Stone Sour lavando a alma com a chuva carioca, ao fim do dia me deparo com o primeiro obstáculo, onde dormir ? Sim comprei tudo, menos moradia! Mas eu iria ver Slipknot, então foda-se!
Dormi no Aeroporto, nunca bancos sem estofados foram tão confortáveis, mochila como travesseiro (dentro dela minha vida) frio e fome! Mas o pior dos perrengues foi, o banho, procurei o banheiro menos movimentado (dica) e la fui eu, banho de pia, incluindo sabonete e shampoo, estava pronto! Ônibus, fila,multidão, empurra-empurra e lá estava eu denovo, preste a ver meus ídolos, heróis, irmãos, depois de 6 anos!
A cada musica, lagrimas rolavam, gritos ecoavam e a sensação de que tudo vale a pena para estar ali, isso é viver, respirar, isso é Slipknot!

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Jéssica Correia

Tudo começou quando o Slipknot confirmou sua vinda ao Rock In Rio 2011 cerca de um ano antes do festival e com praticamente nenhuma atração confirmada… assim que começaram as vendas do Rock In Rio Card, eu simplesmente decidi comprar, mesmo sem nunca ter ido ai Rio de Janeiro ou conhecer alguém que morasse lá. Na verdade, eu não fazia a menor idéia de como chegariam no Rio ou muito menos onde iria dormir. Mas isso não importava nem um pouco.
Na manhã do dia 24 de dezembro de 2010, recebi meus Rock In Rio Cards em casa e na mesma noite, os entreguei ao meu noivo… era o meu presente de natal pra ele!

10 meses se passaram e enfim, chegou o grande dia! Na sexta-feira, 23/09, decidimos como iríamos fazer para chegar até o Rio de Janeiro (hospedagem era outra história). Encontramos mais uma pessoa para nos acompanhar, um amigo do meu noivo. Alugamos um carro, arrumamos as malas, ingressos em mãos, celular carregado, GPS preparado e… bora pro Rio!!
Partimos por volta das 17h30min do sábado, eu, meu noivo e o amigo dele. Por volta de meia-noite paramos no Frango Assado pra descansar um pouco. Estávamos lá, comendo um pão-de-queijo, quando olhamos para o balcão atrás de nós e nos deparamos com algo familiar. Pagamos a conta, saímos e ficamos esperando do lado de fora, pra confirmar nossas ‘suspeitas’. Enfim, saiu um deles e nós perguntamos “Cara, licença, mas… vocês não são aquela banda, Glória?”… “É somos nós sim!”… esperamos o resto da banda, conversamos um pouco com eles, tiramos uma foto, desejamos à eles um bom show e voltamos para a estrada (ao contrário do que muitos podem pensar a respeito da banda, a música deles pode não agradar a maioria que estava no RIR naquela noite, mas a simpatia e humildade de cada um dos integrantes me agradou e muito! Os caras são muito, muito gente boa e sim, eu aplaudi muito o Glória e xinguei quem estava falando mal… acho que respeito é o mínimo que devemos uns aos outros)… é, acho que o RIR tinha começado bem pra nós! ;)

Chegamos ao Rio pouco mais de meia-noite, fomos jantar no McDonalds e, em seguida, procurar um lugar pra dormir. Hotéis, motéis, pousadas, tudo absolutamente lotado (e o que não estava lotado era absurdamente caro), então decidimos parar no Barra Shopping pra pensar no que fazer. Já eram 3h da manhã, não conhecíamos nada por lá e não fazíamos a menor idéia de onde ir. Decidimos, então, dormir por lá mesmo. Nos acomodamos no carro (3 pessoas em um uno) e dormimos dentro do carro.

No dia seguinte, acordamos por volta de 7h da manhã, os meninos se arrumaram no banheiro do shopping e eu tive que me arrumar no banheiro do terminal de ônibus. Deixamos o carro no estacionamento do terminal, pegamos o ônibus circular e RUMO À CIDADE DO ROCK!!

Chegamos na Cidade do Rock por volta de 8h30min. E lá esperamos até às 14h, quando finalmente abriram os portões. Na fila, conhecemos pessoas muito legais, e um tanto quanto, inusitadas (um ‘avulso’ que havia vindo sozinho de Guarulhos para o Rio e um coveiro, isso mesmo um coveiro, que morava na Praia Grande, litoral de SP, e sua namorada). Entramos e fomos direto para a Rock Street nos reabastecer. Comemos tudo o que tinha disponível nas lojinhas da Rock Street e fomos para frente do Palco Mundo, aproximadamente às 15h30min. Nos acomodados e ficamos lá até o início doa shows.

Assistimos shows incríveis e ouvimos vozes impressionantes (destaque para a Tarja, ex-vocalista do Nightwish, que voz potente e incrível tem aquela mulher). Uma longa espera até o início dos shows no Palco Mundo. Quando o Motorhead entrou no palco eu me senti como uma sardinha enlatada. As pessoas empurravam tanto que eu mal conseguia respirar. Meu noivo até cogitou a hipótese de nós sairmos dali, porque ele não achou que eu iria me machucar, eu respondi “Nem a pau, eu vim aqui pra ver o Slipknot e não saio daqui enquanto não ver o Slipknot! Não viajei de SP até aqui pra ver os melhores shows do telão lá atrás, se fosse pra isso assistia da TV lá de casa!”. Decidimos ficar. Porém, com o empurra-empurra do show do Motorhead, acabamos sendo jogados pra longe de onde estávamos, então, decidimos encontrar outro lugar. Depois de muito andar, conseguimos nos acomodar na grade lateral, a uma distância um pouco menor do Palco Mundo do que estávamos antes.

E então começou! Gritos, euforia, pessoas com suas câmeras e olhos voltados para o palco… o Slipknot estava no Rock in Rio! Uma explosão de sentimentos e emoções me dominou completamente, meu noivo só sabia dizer “Eu não acredito! Eu não acredito!”. E então eles começaram a tocar. A respeito do show nem tenho muito o que dizer, foi simplesmente sensacional! Houveram momentos muito marcantes pra mim, em especial. Duality foi incrível, principalmente pelo fato de o Sid ter pulado atrás de onde eu estava, passando muito perto de mim. Spit It Out foi outro momento surreal! Ver 100 mil pessoas obedientemente sentarem no chão, foi simplesmente inexplicável! E novamente tive o prazer de ver Sid passando ao meu lado! Mas, pra mim, o melhor momento foi o Joey em Surfacing. Quando aquela bateria começou a girar e subir, eu fiquei paralisada e só conseguia falar ‘Meu Deus, eu não acredito!’, eu fiquei tão encantada, maravilhada, espantada que minha única reação foi ficar lá parada, olhando.

Saímos do Rio de Janeiro, rumo à São Paulo, por volta de 5h da manhã. Cheguei em casa e fui recebida pela minha irmã que fez o seguinte comentário: ‘Olha, p show do Metallica foi um puta show do Metallica, mas o Slipknot, não teve pra ninguém, foi o melhor show até agora e, mesmo o Metallica sendo a atração principal da noite, não teve como, a noite FOI DO SLIPKNOT!!”. Depois eu ainda fui trabalhar. Mal conseguia abrir os olhos e meu corpo todo doía, mas e daí?! Não me importei com nada porque eu estava lá! E o dia 25/09/2011 definitivamente vai entrar pra minha história como um dos melhores dias da minha vida!

 

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Jordano

Estava colocando os pes pela primeira vez no Rio em grande estilo, indo ver uma das minhas bandas favoritas! Devido a intensidade e o quando me marcou, o resultado foi uma tatoo, e logo apos outra!
Melhor show que ja estive presente! A perna ta marcada, perna direira, lado de dentro e de fora!

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Nicolas Sttutzel

Bom… eu sou mineiro, de Uberlândia. Fui ao Rock n Rio com uma excursão. Partimos de daqui na sexta feira, bem no fim da tarde. Foram 13 horas de viagem até chegar no Rio de Janeiro. Chegando lá, eu estava louco pra entrar logo, furei fila na maior cara de pau e me instalei na frente o palco mundo. Não sai de lá nem pra ir ao banheiro (e olha que eu fiquei lá das 14:48 mais ou menos até o meio do show do Metallica). Tomei muito empurrões, pisadas no meu pé, pessoas voando sobre a minha cabeça. Aguentei firme o dia todo, afinal, o melhor estava por vir. Quando o show se iniciou, o Sid desceu e foi na minha direção e da galera que estava na grade. Ele pulou sobre nós e nos abraçou, foi nesse momento que eu esqueci toda a dificuldade que foi estar ali, fez tudo valer a pena. O show foi porrada. Foda não ter visto o Paul destruir no palco como ele sempre fez, mas tenho certeza que ele estava lá naquele momento. Enfim, foi o melhor dia da minha vida.

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ísis Gonçalves

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12 comentários “#Rock in Rio: um ano de Slipknot

  1. Grande noite, foi tão intensa que nem me lembrei de tirar fotos mais as memoria ficaram na cabeça foi emoção total da intro ate til we die chego me arrepiar quando lembro deste momento final que parecia que o mundo tinha acabado, não vejo a hora de voltar para o próximo show e curtir ate a ultima gota de suor e folego e gritar… quem foi sabe do que estou falando…..agradecimentos Gabi(Sister),Marcina(ex-namorada esta aqui no coração),Osmar(pai), slipknot………noite inesquecível

  2. Israel faça de tudo….

    Sou fã do Maiden, e quem já pode ir a algum show.. Sabe como aquela familia toda é unida e o show inexplicável… Antes do Slip achei que nada chegaria perto de todo aquele culto… Sempre soube que o show do Slip seria surreal na minha vida, eu so não esperava que ele seria algo tão foda… já tenho em mente que se demorar mais que 3 anos para voltar ao brasil eu vou para o EUA ver um show dos caras.

    Todo esforço é muito pouco perto do que acontece no momento que eles sobem ao palco! aqueles quase “10 minutos” em silencio é inexplicavel! Ver o corey ali… olhando para todos como quem queria dizer unicamente para cada um… Agente vai destruir vocês e esperamos isso de vocês também.

  3. Foi o melhor show da minha vida.Quando cheguei ja fui direto pro palco mundo e fique vendo os outros shows pelo telão.Queria ter visto,ao vivo né,mas valeu a pena não me mover la do palco mundo,pq o q encheu depois de gente,eu nunca iria conseguir chegar na grade e ficar pertissimos dos meus mascarados.Simplismente,foi o melhor show do mundo,espero q eles voltem logo *__*

  4. Cara, eu sai de Altinópolis, uma cidade do interior do estado de São Paulo, sozinho, sem conhecer ninguém, absolutamente ninguém e muito menos a cidade maravilhosa. Quando eu vi as três bandas confirmadas (Motorhead, Slipknot e Metallica) não restaram dúvidas de que eu tinha que ir nesse dia. Detalhe que passei meu aniversário na cidade do rock!!!! YEAHH!!!

  5. Minha esposa e eu atravessamos o país, literalmente. Saímos de Rondônia para o Rio de Janeiro, no qual não conhecíamos pessoalmente, para poder ver Slipknot e Metallica. Faríamos tudo novamente, se necessário.

  6. Foi o segundo show que assisti do Slipknot, quando houve a confirmação fiquei louca para ir, e digo que de todos os shows do RIR este foi o melhor, ver aquela multidão agachado e depois pulando me arrepia só de lembrar.
    Tenho uma foto com o James também mas é do show anterior, foi muito legal conhece-los…

  7. Eu sou de paragominas no PARÁ viajei praticamente 3,000 ha 3,500 km só para ver Slipknot E STONE SOUR MAIS TAMBÉM NÃO ME ARREPENDO POIS FOI MELHOR VIAJEM QUE FIZ E NUNCA VOU ESQUECER QUANDO SLIPKNOT SUBIU AO PALCO EU SÓ OS VIA POR VIDEOS MAIS REALIZEI UM SONHO VER ELES DE PERTO FOI MUITO IRADO…
    MAIS QUERIA E QUERO ASSIM COMO MUITOS OUTROS FANS QUE ELES VOLTEM NESTE ROCK IN RIO 2013 FOI O MELHOR SHOW,SLIPKNOT ARREBENTOU ENTROU COM CHAVE DE OURO NINGUÉM FICOU PARADO E OLHA QUE EU ESTAVA COM 2 MESES DE OPERADO QUANDO FUI AO SHOW KKKKKK
    NUNCA ESQUECEREI DESTE SHOW ESPERO VELOS DE NOVO ……

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