Corey Taylor: “Você não pode basear sua carreira em prêmios”

February 3, 2016 in Banda, Corey Taylor, Slipknot 2016, Slipknot Live by Natália

Em entrevista à Spark TV na República Checa, Corey Taylor falou um pouco sobre sua máscara e a indicação da banda ao Grammy desse ano.
Confira os destaques:

Eu li em alguns artigos que com as máscaras vocês mudam e viram animais, é assim mesmo?

Não muito, não pra mim pelo menos. Eu não posso falar por todos na banda, mas para mim a máscara sempre representou aquela pessoa internamente, que tem não tem um rosto, mas tem uma voz, então a música é a voz e a máscara é o rosto porque todos nós somos pessoas diferentes por dentro e esse é o cara que eu preciso deixar que enlouqueça para que possa me sentir um ser humano de novo.

Mas com a máscara, você sente algumas mudanças?

Ah, com certeza. Ela deixa você se libertar, eu não acho que é porque você está se escondendo atrás dela, acho que é porque você deixa tudo sair, você deixa aquela pessoa sair e sentir, e no minuto que você coloca a máscara, que inclusive dói, é pesada e não te deixa respirar, no momento que você sobe no palco você esquece que está usando, é bem louco.

E você tem uma segunda máscara.

Sim, tem outro pedaço que vai por cima.

E qual a diferença entre esses personagens?

Essa parte representa o fato de que há máscaras atrás das máscaras, sabe? Que há rostos atrás dos rostos, então ela mostra as dimensões de tentar ser uma boa pessoa, um humano que faz a coisa certa na vida e as vezes precisa mostrar essas camadas para ter um bom equilíbrio.

Em algumas matérias você disse que o último álbum talvez não seja o melhor ou o mais pesado, mas precisamos dizer que vocês foram nominados ao Grammy.

Sim, outro Grammy. Todo mundo me enche o saco porque eu sou meio indiferente quanto à isso, pra mim é isso que importa [os shows], é só isso que importa para mim. É legal ganhar um? Claro, mas eu não vou me irritar se perder, eu não vou ficar feliz se a gente ganhar e também não vou ficar triste se perdermos. Eu baseio meu sucesso no fato de que há quase 11 mil pessoas lá fora esperando a gente tocar. Para mim, isso é sucesso, um Grammy é só outra estátua para ganhar poeira na minha prateleira.

Então você não gosta de nenhum outro prêmio?

Prêmios são legais, mas você não pode basear sua felicidade ou sua carreira no fato de ter ou não prêmios, eu não ligo e não posso ligar e as pessoas que se importam são normalmente as egocêntricas, sabe? Se decidam, vocês fazem isso por prêmios ou por você e pelos fãs?

E essa é a filosofia do Slipknot?

Com certeza. Nós sempre fomos o tipo de banda que se a gente não tiver feliz com algo, ninguém ouve. Tem que ser algo bom pra nós e aí sim nós lançamos para os fãs, sabe? E sempre foi assim, para mim é melhor ter um disco de ouro do que um Grammy, porque isso significa que as pessoas estão ouvindo sua música e gostando da sua música.

Slipknot ao vivo em Praga (República Checa) – 27/01

Setlist/Vídeos:

– Be Prepared For Hell
1. The Negative One 1 | 2 | 3 |
2. Disasterpiece
3. Eyeless
4. Skeptic 1 | 2 | 3 |
5. I am Hated
6. Killpop 1 | 2 | 3 |
7. Dead Memories 1 |
8. Everything Ends 1 |
9. Psychosocial 1 |
10. Wait and Bleed 1 |
11. Duality 1 | 2 | 3 | 4 | 5
12. The Devil in I 1 | 2 | 3
13. Metabolic 1 |
14. (SIC) 1

Encore:
15. Surfacing 1 | 2 | 3 | 4
16. Left Behind 1
17. Spit it Out 1 | 2 |

“Exorcistas do Vaticano” disponível no Netflix

November 27, 2015 in Corey Taylor, Shawn Crahan by Natália

mozao

O Netflix liberou nessa semana o filme “Exorcistas do Vaticano” (The Vatican Tapes), filme de 2015 que tem uma pequena participação de Shawn Crahan.

Shawn e o diretor, Mark Neveldine, trabalharam juntos na gravação de “Officer Downe”, filme dirigido pelo Clown que tem a estréia prevista para 2016. O filme é estrelado por Kim Coates (Sons of Anarchy) e tem uma pequena participação de Corey Taylor (que também atuou em “Fear Clinic”).

“Exorcistas do Vaticano” está disponível nas versões dublado e legendado.

Entrevista: Corey Taylor para Nerdist.com

November 12, 2015 in Corey Taylor by Natália

Corey-Taylor1

Nessa semana, Corey deu uma entrevista ao site Nerdist.com falando sobre sua participação no seriado Doctor Who. Confira o destaque onde ele fala sobre suas bandas:

Nerdist: No que você está trabalhando agora? O que vem por aí?

Corey: O Slipknot vai tocar no México dia 5 de dezembro (Knotfest) e é basicamente isso, aí teremos o resto do ano de folga. Temos um tempo de folga que é muito necessário e estou pronto, estou bem cansado. Estamos em uma turnê intensa nos últimos seis meses e isso começou a nos afetar. Mas o legal é que quando a gente chegar no México, já vamos ter 1 ano na estrada com esse álbum. Vamos fazer algumas coisas ano que vem, mas no geral, tem sido um sucesso.

Musicalmente falando, eu estou fazendo algumas demos, mas não sei ainda pra que, se é pra algo solo ou outra coisa. Mas é isso, estou terminando uns EP’s do Stone Sour e não tem nada de novo no momento. Mas nunca se sabe, eu recebo convites para participações especiais o tempo todo, então tenho certeza que é só questão de tempo até eu aparecer no álbum de outra pessoa de novo.

N: Tem alguma banda nova que você tem ouvido ultimamente?

Corey: Tem uma banda chamada “Royal Blood” que eu estou gostando muito. É uma boa mistura de Sabbath com Rival Sons. É bem inovador, tem uma atitude que eu gosto bastante. Eu não tenho muita chance de ouvir coisas novas hoje em dia, porque estou sempre muito ocupado escrevendo minhas próprias coisas e acabo fingindo que não tem outras bandas por ai (risos). Mas quando escuto algo que gosto, eu tento promover o máximo possível.

Entrevista completa (Em inglês): Nerdist.com
Full Interview: Nerdist.com

Corey Taylor chama Axl Rose de “idiota” por fazer os fãs esperarem por shows do Guns N’ Roses

July 17, 2015 in Corey Taylor by Ana Clara Pupin Trematore

O cantor do Slipknot e do Stone Sour, Corey Taylor, acusou o vocalista do Guns N’ Roses de ser um “idiota” por “fazer os fãs esperarem” por horas para ver a performance ao vivo da atual versão do GN’R.

Taylor revelou que há alguns anos atrás, quando o Slipknot estava no mesmo festival com o Guns N’ Roses na Europa, disseram a ele que apenas os membros do Guns N’ Roses eram permitidos em um determinado corredor. O vocalista do Slipknot entrou sorrateiramente, tocou o piano de cauda de Rose e colocou suas genitálias no instrumento enquanto tocava algumas notas.

Durante uma aparição na edição de 9 de julho do talk show “Opie Radio”, um ouvinte ligou e ridicularizou Taylor por ter brincado com o piano de Axl, argumentando que Rose “tem mais talento musical em seu dedo mindinho” do que Corey tem em seu ” maldito corpo inteiro”.

Depois de explicar que os fãs sabem e aceitam que eles serão forçados a esperar por Axl e o resto do Guns N’ Roses para começar cada show, o ouvinte pressionou Taylor quanto ao incidente com o piano. Ele questionou: “Como você ousa fazer isso com alguém como o Axl?”, no que Corey respondeu (veja vídeo abaixo): “Conhecendo o Axl, é bem fácil, meu amigo. Quer dizer, qualquer um que faça seus fãs esperarem por duas a três horas para ele entrar no palco, eu não tenho nenhum respeito…”

Ele continuou: “Eu amo Guns N’ Roses, cara. Eu amo o ‘Appetite (For Destruction)’; eu acho que é um álbum fantástico. Mas quando você faz seus fãs esperarem esse tanto — e eu não dou a mínima para o que o tesão acabou de dizer: ‘Ah, nós esperamos’. Bom, você é um idiota da porra, então. Certo? Perceba isso, porra”.

Taylor acrescentou: “Sabe por que realmente não existem membros originais do Guns N’ Roses sobrando? Porque (o Axl) fez eles esperarem três horas, porra! Você quer uma reunião do ‘Appetite’? Diga a ele para parar de ser um idiota”.

O tecladista do Guns N’ Roses, Dizzy Reed, não um membro original do Guns, mas um veterano do grupo de 25 anos, disse ao The Pulse of Radio que a imprevisibilidade sempre foi parte da banda. “A volatilidade definitivamente ainda está aqui, especialmente para mim, porque eu vi um monte”, disse ele. “Ela te mantém em alerta, com certeza. Eu me apresento todas as noites o mais preparado possível para fazer meu trabalho, e qualquer outra coisa que acontecer está fora do meu controle. Realmente não há jeito de verdadeiramente lidar com isso”.

Taylor lançou seu terceiro livro, “You’re Making Me Hate You: A Cantankerous Look At The Commom Misconception That Humans Have Any Commom Sense Left”, no dia 7 de julho, pelo Da Capo Press, membro do Grupo Perseus Books. O livro age como um comentário da sociedade e cultura pop, e foi descrito como “a versão de Taylor para o ‘O Que Realmente Me Dá Nos Nervos’, de Peter Griffin”.

Taylor está promovendo o livro com uma combinação de eventos de livraria e uma turnê solo, que são shows únicos que misturam leituras do livro, performance acústica e bate papo com a audiência.

 

Fonte: Blabbermouth

 

Entrevista: Tech N9ne fala sobre seu trabalho com Corey Taylor

July 2, 2015 in Corey Taylor by Natália

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Em entrevista para a Fuse TV, o rapper Tech N9ne falou um pouco sobre o processo de criação da música “Wither”

A música com o Corey Taylor é especial pra mim, porque eu sou maggot desde 1999, então desde essa época eu sonhava em fazer uma música com Corey, então eu fui até o Sprint Center e mostrei a música para ele, disse que se chamava “Wither” e ele disse “Já gostei do nome cara!”, eu coloquei pra tocar e ele ouviu e já começou a compor a parte dele na hora. Essa era a voz que eu ouvia desde 1999, foi um sentimento maravilhoso. Então passou um tempo, eles estavam em turnê e já era hora do álbum ser remasterizado, e eu lembrei que o Corey teria que ir para a Europa e fiquei preocupado que ele iria no dia seguinte e não ia dar tempo. Na quarta à noite eu estava compondo “Psychobitch 3” no escritório e meu empresário disse “Corey Taylor acabou de mandar a música”, meu coração bateu mais forte e eu perguntei se era boa e ele disse “Cara, ele arrasou, nós vamos mixar e te avisamos”.

Então eu cheguei lá, ouvi e fiquei maravilhado, ele fez um refrão acústico, dois diferentes gritados e rápidos e ainda combina comigo em uma parte que eu nem tinha pedido, ficou muito intrigante.  Ele é um gênio e essa é uma das minhas músicas preferidas no álbum.”

 

Vote: AltPress Music Awards

July 2, 2015 in Banda, Corey Taylor by Natália

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As votações para o #APMAS, prêmio musical da Alternative Press, já estão abertas. Além da apresentação ao vivo de Corey Taylor, o Slipknot concorre na categoria “Artista do Ano”, junto com Weezer, Of Mice & Men, Issues e outros.

Clique na imagem para votar. A premiação acontece dia 22 de julho em Cleveland, Ohio.

Corey e Shawn falam sobre as apresentações da banda no Soundwave Festival

February 26, 2015 in Banda, Corey Taylor, Shawn Crahan, Slipknot 2015, Slipknot Live, Soundwave 2015 by Felipe Maia

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Com a aproximação da participação do Slipknot no Soundwave Festival, o TeamRock entrevistou o vocalista Corey Taylor e o percussionista Shawn Crahan sobre as duas apresentações. “A coisa legal de vir e ser a atração principal do Soundwave é que tem muitas boas bandas. É uma coisa vir em turnê por conta própria, fazer seus shows, mas vir aqui e tocar num festival desta magnitude, você não sabe com quem se encontrará. Existem tantas bandas boas que representam tantas vertentes”, disse o frontman.

Shawn também segue a mesma linha de pensamento. “É realmente algo muito legal de se fazer parte. Poder pegar todas estas coisas diferentes em vez de um festival convencional onde metal e hard rock são colocados juntos e esquecem das coisas alternativas”, opinou. Ele ainda elogiou o fato de poder estar no mesmo dia de bandas como Smashing Pumpkins  – artistas diferentes dos quais eles normalmente são colocados para tocar nos mesmos dias.

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Segundo Corey, morte de Paul o fez valorizar mais os companheiros

February 13, 2015 in .5: The Gray Chapter, Banda, Corey Taylor, Paul Gray by Felipe Maia

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A morte de Paul Gray é um dos temas mais recorrentes das entrevistas do Slipknot. Sem o baixista, a banda por um período difícil antes de entrar no estúdio para gravar .5: The Gray Chapter – e isto mexeu com a trajetória da banda. Em entrevista ao FaceCulture, Corey Taylor declarou que a perda do membro fundador o fez valorizar mais seus companheiros. “Talvez seja uma das únicas coisas positivas que possam sair de uma tragédia como essa. Tento fazer meu melhor para fazê-los terem certeza que sabem o quanto eu gosto deles todos os dias”, contou o vocalista.

Perguntado sobre os temas abordados no novo disco, o músico apontou a importância de não encarar nada como se já estivesse garantido como o principal. “Alguém que você ama pode ir embora rápido assim e você nunca terá outra chance de dizer que os ama”, disse. Para ele, se trata de algo realmente difícil porque as pessoas hoje em dia são muito egoístas. “É difícil ter este tipo de abertura agora. Especialmente neste dia e idade, quando todos são tão ‘eu, eu, eu, eu, eu’, é difícil imaginar algo como isso sendo tirado de você”, encerrou.

Fonte: Blabbermouth

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