Clown : O próximo disco do Slipknot pode ser o meu ultimo

December 13, 2017 in Banda, Shawn Crahan by Thais Knox

Foto : Getty Images

O percurssionista do Slipknot Shawn “Clown”  contou recentemente que ele, o guitarrista Jim Root, e o baterista Jay Weinberg terem 27 novas ideias para o novo álbum.  Crahan disse que tinham “sete ou oito músicas prontas” e que o resto da banda está apenas esperando o vocalista Corey Taylor que saiu e turnê com o Stone Sour.

Agora em uma entrevista ao The Jasta Show, Crahan fez outra revelação interessante sobre o álbum – ele realmente não se importaria se fosse o ultimo. Crahan não diz que a banda acabaria depois desta ou que ele está desistindo, mas ele diz que ele se sente como “isso poderia ser para mim” e que “eu fiz bastante trabalho”.

“Passei quatro meses pensando sobre minha vida e onde estou no momento pois estou em uma posição onde posso ser honesto e admitir o que não quero ser. Muito desta emoção eu trago para a arte e música. E pra ser honesto, as canções que estamos compondo são a prova que estamos indo fundo e nos dispondo a fazer algo por nós mesmos e escrever.

Então estamos compondo e a música está saindo… sinto que são coisas estranhas mas sempre foi assim pra caras como nós. E temos coisa legal, cara. Sinto que pode ser o fim pra mim, estamos ficando velhos. Nunca curti este lance de já deu, não tenho que fazer isto, fodam-se todos. Mas como eu disse, estive refletindo e há muitas coisas que eu poderia dizer sobre amigos, irmãos… somos bons, mas o mundo é muito grande. Trabalhei pra caramba, produzi e fiz remixes e arte e performances, já fiz muita coisa que não ficou registrada.

Não tenho arrependimento de nada que fui ou sou – tudo resulta de circunstâncias e escolhas, e você tem que ser responsável pelas suas. E eu acho que fiz péssimas escolhas e não pretendo mais fazê-las. E como este novo álbum será o sexto e como somos uma banda de hard rock, o tipo de trabalho que fazemos, as letras que Corey escreve, o mundo em que vivemos… digo, estamos ficando velhos, as pessoas morrem. Tudo é muito surreal ao nosso redor. Somos todos velhos e com problemas de saúde e passando por cirurgias”