Clown: “Nós sangramos através da nossa arte”

July 17, 2017 in Banda by Thais Knox

Em entrevista para Kerrang! Clown comenta sobre o documentário “Day of the Gusano” filmado no primeiro Knotfest México em 2015.

Foto: Gus Morainslie

 

Slipknot está lançando um novo filme! Clown nós leva para dentro do ultimo empreendimento da banda…

Em 5 de dezembro de 2015, a Cidade do México se tornou a mais barulhenta do mundo. 40,000 metalheads fanáticos se dirigiram em direção ao Centro Dinámico Pegaso para assistir a banda mais perigosa de todas encabeçando o seu próprio carnaval de horrores. As filmagens do primeiro foram compiladas e editadas pelo membro fundador do Slipknot, Clown, tendo sido programado para ser lançado como um espetáculo de uma noite no formato de documentário ao vivo, “Day of the Gusano” ( Gusano é maggot em espanhol, caso você quisesse saber). Aqui está o #6 falando sobre o filme…

 

Foi uma longa jornada…

Até este filme, nós nunca tínhamos tocado no México. Então foi um grande evento, para nós, porque temos muitos fãs lá e é desencorajador quando, como banda, você não poder ir para algum lugar. E está tudo documentado – mostrando o quão poderoso foi para esses fãs finalmente conseguir o que amam. Este filme é dedicado para as pessoas que estão dispostos a esperar por algo que eles precisam em suas vidas, e mostra o quão importante o rock’n’roll é.Foi um encontro que levou mais de 15 anos

 

Fãs mexicanos indo ao extremo…

Tivemos alguns momentos surreais – Havia um homem que tinha vendido o carro parra conseguir os ingressos! Eu soube sobre garotos que pouparam por seis meses para poder ir. Isso não encaixava na minha consciência.  Eu pensei em dar a essas pessoas, o devido reconhecimento no documentário.

 

O primeiro lançamento ao vivo com a nova formação…

Eu penso  quanto [o baixista falecido]  Paul Gray adoraria ter estado lá na Cidade do México. E o mesmo vale para [ex-baterista] Joey Jordison. Eu dediquei minha vida ao Slipknot. Eu sou o maldito Clown. O mundo não pode mudar isso mas eu não tenho o controle sobre como as pessoas vivem ou morrem. Tudo que posso fazer é continuar minha vida – E não espero nada menos do que o melhor então sangramos através da nossa arte.

 

Esse momento no set parece ser insano…

“Spit It Out” é sempre a coisa mais fenomenal de se testemunhar, por causa da participação dos maggots. Em todos os lugares que vamos, ele decidem se querem abaixar. E tudo bem – se você não quiser fazer isso, pode deixar comigo. Mas quando você assistir isso, você verá como a pessoas do México entregam nessa realidade fudida que chamamos de rock’n’roll. 

 

União em (sic)ness…

A maior coisa que me lembro sobre o set é a pura união das pessoas. Não há nada como ver todos na plateia cantando todas as letras fora da América em um lugar onde há uma barreira de idioma. Garotos memorizando palavras que mal falam, pulando juntas…Houve uma conexão pesada. E isso é o que fazemos: reunir uma grande quantidade de pessoas e colocá-las em uma só linha de pensamento. Mesmo que seja violento, cinético, poderoso e real, como uma maré…Realmente traz paz. Neste mundo em que vivemos, eu quero espalhar mais essa ideia de união.