Corey: “Michael Myers me preparou psicologicamente pra entrar no Slipknot”

February 5, 2015 in Corey Taylor, Filmes by Felipe Maia

corey-taylor-slipknot-knotfest-2014-shaun-vizzy-17-of-18-e1420846873313

Qual a ligação entre os filmes Halloween e a carreira de Corey Taylor? Em entrevista ao site Life+Times, o vocalista revelou a influência da série de terror em introduzi-lo ao gênero ainda aos cinco anos e o preparou para se juntar à banda. “Naquela idade eu ainda não tinha sido exposto a nada como aquilo. Então lembro de ficar pensando ‘Quem é este cara com a máscara branca?’ Acho que isso talvez tenha me preparado psicologicamente para entrar no Slipknot“, contou.

O músico foi apresentado ao assassino em série Michael Myers, quando tinha cinco anos e assistiu a prévia da obra. “Foi antes do trailer de Buck Rodgers. Lembro de dizer ‘Não quero ver este filme que viemos assistir; quero ver ESTE filme”, relembrou. Taylor elogiou o fato do clássico não exigir muito e possuir uma tensão natural, responsável por mantê-lo no nível assustador e torná-lo diferente. “Você pode ter o monstro mais louco do planeta com todo sangue e fluídos saindo de seu rosto e não impactante ou assustador quanto Michael Myers só lhe encarando silenciosamente”, disse.

Corey aproveitou para falar sobre seu papel no filme Fear Clinic, onde contracena com outra lenda do terror: Robert Englund, notório por ter dado vida a Freddy Kruger. Sua participação, no entanto, poderia não acontecer caso o baixista Robert Trujillo, do Metallica, tivesse aceitado o convite. “Ele é amigo do diretor Rob Hall, mas não poderia fazê-lo e me indicou. Eu estava no set literalmente uma semana e meia depois de receber a ligação”, confidenciou.

No filme, disponível na Xbox Live e no iTunes e sem data de estréia no Brasil, o frontman interpreta Bower – segundo ele, um papel que casa perfeitamente com seu perfil. “A coisa ótima é que eu queria ser um coadjuvante. Queria poder me juntar ao plano de fundo. Bower foi arrepiante porque ele é um cretino, mas também tem aquele lado bajulador. Há partes do roteiro em que ele precisa ser engraçado”, explicou.

E como foi conhecer Englund, ídolo não só por encarnar o assassino de Elm Street, mas também ter participado de V? “No primeiro dia foi difícil conversar com ele porque eu sou um grande fã. Então, sentar ao lado dele e contracenar me deixou ‘Certo, Taylor, você precisa colocar a cabeça no lugar. Ele verá você nisso.’ Então foi difícil balancear o lado profissional com o a empolgação de estar com Robert Englund”, contou. Segundo ele, seu colega de cena foi ótimo de se trabalhar. “Quando terminei as gravações, ele me puxou de lado, disse que estava assistindo algumas das coisas que fiz e meu trabalho estava matador. Se você precisa de um incentivo de alguém, ele é o cara”, elogiou.

Há futuro cinematográfico para Corey depois de Fear Clinic? A possibilidade está em aberto. “Se eu for bom neste, eu definitivamente tentarei atuar mais; talvez mais ou menos assustador. Quem sabe eu seja o assassino no próximo? Você nunca sabe”, especulou. Mas caso aconteça, será difícil se comparar a primeira experiência dele nas telonas. “Acho que se eu fizer outro, pode acabar sendo diminuto em comparação”, encerrou.

Fonte: Life+Times